Torneio da Amizade - Alto Liberdade - Marilândia - ES

FAMÍLIAS

Família Lorencini

HISTÓRIA


FAMILIA LORENCINI

 

1875, chegava ao porto do Rio de Janeiro o navio BELGRANO, um ano depois de aberta a imigração de colonos Europeus, mais propriamente da Itália, para substituir a mão de obra escrava a pouco abolida no Brasil. Nele viajara a FAMÍLIA LORENZINI. Os irmãos FRANCESCO de 37 anos de idade, casado com Machenza Foches, com seus 5 filhos e CARLO de 32 anos, casa com Anna Vangher, com seus 3 filhos. Descrever a viagem destes pobres viajantes de 3ª classe é quase impossível, pois, cada viagem era uma viagem. Nelas aconteciam de tudo, desde o cômico até o trágico. Nascimentos, fome, doenças e mortes. Os mortos eram jogados ao mar sem dó nem piedade.

Após terem feito a quarentena, tomaram o vapor CERVANTES e aportaram em Piúma no dia 17 de junho de 1875. Em seguida foram para Benevente (Anchieta). Esta terminada a viagem por mar. Em Anchieta tomaram canoas e subiram o Rio Benevente até a fazenda Quatinga, hoje Alfredo Chaves. Dali seguiram viagem a pé até o Quarto Território, onde o governo havia demarcado as terras para os Imigrantes. A FAMILIA LORENZINI foi se instalar em um lugar chamado Boa Vista. Os lotes que o governo demarcou para os Imigrantes deveriam ser pagos em dois anos e cada família deveria  construir sua cabana. As pessoas com lascas de palmitos e de Imbaúbas levantaram as paredes. Com folhas de palmeiras improvisaram telhados, que os protegiam contra o sol, mas, muito mal contra a chuva.

Enfim estava feita a primeira moradia. Casa mia, vita mia. “Per porverina che sai, benedetta casa mia.” Por mais pobre que seja, bendita seja minha casa.

Os terrenos de Francisco e de Carlo eram colocados, vizinho um do outro. Isto aconteceu certamente de comum acordo entre os dois irmãos e os demarcadores dos lotes. Estando juntos e ajudando-se mutuamente, as dificuldades seriam superadas com mais facilidade. Seus lotes mediam 275m de frente e 1.100m de fundo e tinham frentes voltadas para os cursos d’água.

Feita a derrubada o imigrante dispunha de 6 meses para construir sua casa, proceder as primeiras plantações, pois não podiam fazer comércio, estabelecer-se como comerciantes mas deviam cultivar a terra, arrancar dela o seu sustento e o lucro para efetuar o pagamento da dívida contraída com o governo.

Foram em tais condições que os nossos bisavós, por assim dizer, começaram a nova vida, aqui no Brasil, luta dura e perigosa, mas satisfeitos por estarem trabalhando, plantando e colhendo naquilo que era seu, ou que um dia poderia ser seu. Aqui eles podiam fazer suas economias e progredir.

Foi assim que a Família Lorenzini, começando do nada, lutou cresceu, triunfou. Nesta dura lide, eles encontraram forças na fé. Dos imigrantes disse o Pe. Zeferino Magnago. “Rio acima ei-los, não com machado na mão para desbravar as matas, não empunhando foices para cortar espinhos, não, numa ânsia de conquistar o ouro e desfrutar ao máximo, o lindo rincão de São Marcos, mas para acender no coração do povo brasileiro, a chama da fé e o amor a Cristo. Motivo que nos leva a alcunha-los de Primeiros Misisonários Leigos de nossa terra.

Na verdade, hoje não existem pobres, entre os Lorenzini, existem os que tem menos, os que tem mais, e alguns afortunados. Este foi o fruto do trabalho quase obstinado dos nossos primeiros antepassados que não conheceram o descanso. Duas atividades importantes aconteciam no seu cotidiano: trabalho e oração. O dia começava cedo: Partia-se para o trabalho de madrugada e voltava-se quase à noite. À noite era a reza do terço. O domingo era reservado, para louvar o Senhor. Pouca ou nenhuma diversão. Quanto à comida, havia bastante fartura. Mas quando escasseava, era polenta com formai e estava tudo bem.

Hoje, encontramos os descendentes de italianos colocados em todos os setores de trabalho: desde os mais humildes cargos até nos altos escalões: quer seja na agricultura, no comércio, na indústria, quer seja na comunicação, na vida política e nas universidades.

 

Na década de 20, começou o desbravamento das terras do Norte do Espírito Santo. Junto com outras famílias desbravadoras à procura de melhores condições de vida vieram os descendentes de Luis Lorenzini, 1º filho de Carlo, que foram os que mais procuraram o norte do Estado, estabelecendo-se em Marilândia, Alto Liberdade, Patrimônio do Rádio, Graça Aranha e em outros locais desta região. Os descentes de José Lorenzini, 2º filho de Carlo e os descendentes de Francisco Lorenzini permaneceram nos municípios do Sul do Estado. Assim hoje temos dois redutos da Família Lorenzini (Que por questões de pronuncia, no Brasil, passou a ser LORENCINI),uma nos municípios do sul, mais propriamente em Pongal – Anchieta e outra no municípios do Norte, mais especificamente em Alto Liberdade – Marilândia.

 

Ó! Louro imigrante que trazes a enxada ao ombro e nos remendos da roupa, o mapa de todas as pátrias. Ó! Irmão louro, toma agora a tua enxada e planta a semente de ouro na terra de esmeralda, e terás no chão em flor, a nova emoção do descobridor.

O TORNEIO

No mês de maio de 1978, em Alto Liberdade, interior de Marilândia, a família Magnago realizava vários jogos. E foi através destes que um integrante dessa família, Dório Magnago, queria algo mais, por exemplo fazer um torneio..

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